quinta-feira, 31 de julho de 2025

Santo Inácio de Loyola – O Peregrino de Deus e Fundador dos Jesuítas


Santo Inácio de Loyola, nascido em 1491 no País Basco, Espanha, foi um dos grandes santos reformadores da Igreja no século XVI e fundador da Companhia de Jesus – os Jesuítas –, uma das ordens religiosas mais influentes da história da Igreja Católica. Sua vida foi marcada por uma profunda conversão, discernimento espiritual e pela dedicação total ao serviço de Deus e da salvação das almas.

Juventude e Conversão

Inicialmente, Inácio se chamava Íñigo López de Loyola e levava uma vida mundana, voltada às armas, à honra e ao serviço à corte. Em 1521, durante uma batalha em Pamplona, foi gravemente ferido por uma bala de canhão que lhe destroçou a perna. Forçado a um longo período de convalescença, Inácio teve contato apenas com dois livros: a vida de Cristo e a vida dos santos. Essa leitura transformou seu coração. A vaidade e os sonhos de glória militar deram lugar a um desejo ardente de imitar Jesus e os

Liturgia diária

 

31 de julho de 2025 – Memória de Santo Inácio de Loyola

Leitura I: Êxodo 40,16‑21.34‑38 

Leitura do Livro do Êxodo

Naqueles dias, 16 Moisés fez tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. 17 No primeiro mês do segundo ano, no primeiro dia do mês, o santuário foi levantado. 18 Moisés levantou o santuário, colocou as bases e as tábuas, assentou as vigas e ergueu as colunas. 19 Estendeu a tenda sobre o santuário, pondo em cima a cobertura da tenda, como o Senhor lhe havia mandado. 20 Depois, tomando o documento da aliança, depositou-o dentro da arca e colocou sobre ela o propiciatório. 21 E, introduzindo a arca no santuário, pendurou diante dela o véu de proteção, como o Senhor tinha prescrito a Moisés. 34 Então a nuvem cobriu a Tenda da Reunião e a glória do Senhor encheu o santuário. 35 Moisés não podia entrar na Tenda da Reunião, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor tomava todo o santuário. 36 Em todas as etapas da viagem, sempre que a nuvem se elevava de cima do santuário, os filhos de Israel punham-se a caminho; 37 e nunca partiam antes que a nuvem se levantasse. 38 Pois, de dia, a nuvem do Senhor repousava sobre o santuário, e de noite aparecia sobre ela um

quarta-feira, 30 de julho de 2025

O significado da vocação matrimonial

 


“Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mt 19,6)

O Matrimônio é o Sacramento do Amor entre um homem e uma mulher. Instituído pelo próprio Cristo, o matrimônio é uma íntima comunidade de vida e de amor.
O Livro do Gênesis conta que, após criar o homem, Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda” (Gn 2,18). E assim aconteceu. Adão e Eva viviam felizes no Paraíso. A glória de Deus é a felicidade do homem, cada pessoa nasceu para ser feliz.

Dificuldades para viver a Doação e o Sacrifício no Matrimônio?

Cristo nos ensina a vocação matrimonial, ou vida conjugal, é a opção em que um homem e uma mulher se escolhem mutuamente e se unem em um relacionamento definitivo. Assim, o casal forma uma família e vive um projeto único; os dois são “uma só carne”, buscam superar as diferenças, amando-se e sendo fecundos.
Para ser feliz no matrimônio, cada pessoa deve conhecer a si, suas próprias limitações e habilidades. É necessário também que conheça a pessoa que construirá consigo o projeto matrimonial que durará a vida toda. Para isso, é necessário saber escolher.

Liturgia diaria



30 de julho de 2025 – Quarta‑feira da 17ª Semana do Tempo Comum


Leitura I: Êxodo 34,29‑35

Leitura do Livro do Êxodo

29 Quando Moisés desceu da montanha do Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas da aliança, não sabia que a pele do seu rosto resplandecia por ter falado com o Senhor. 30 Aarão e os filhos de Israel, vendo o rosto de Moisés resplandecente, tiveram medo de se aproximar. 31 Então Moisés os chamou, e tanto Aarão como os chefes da comunidade foram para junto dele. E, depois que lhes falou, 32 todos os filhos de Israel também se aproximaram dele, e Moisés transmitiu-lhes todas as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai. 33 Quando Moisés acabou de lhes falar, cobriu o rosto com um véu. 34 Todas as vezes que Moisés se apresentava ao Senhor, para falar com ele, retirava o véu, até a hora de sair; depois saía e dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado. 35 E eles viam a pele do rosto de Moisés resplandecer; mas ele voltava a cobrir o rosto com o véu, até o momento em que entrava para falar com o Senhor.

terça-feira, 29 de julho de 2025

A Companhia de Jesus – A Ordem dos Jesuítas

A Companhia de Jesus, também conhecida como Ordem dos Jesuítas, é uma congregação religiosa masculina da Igreja Católica fundada por Santo Inácio de Loyola em 1540. Desde sua origem, a ordem tem como missão central “para a maior glória de Deus” (Ad maiorem Dei gloriam) e o serviço à fé com promoção da justiça. É uma das ordens mais influentes, intelectuais e missionárias da história da Igreja.

Origem e Fundação

Após sua conversão espiritual, Santo Inácio de Loyola peregrinou por vários lugares em busca de uma vida de entrega a Deus. Estudando em Paris, entre 1528 e 1535, ele reuniu um pequeno grupo de companheiros que partilhavam do mesmo ideal: viver para a glória de Deus, servindo a Igreja e os irmãos. Entre esses estavam São Francisco Xavier, Beato Pedro Fabro, e outros quatro.

Em 15 de agosto de 1534, no monte Montmartre, em Paris, esses sete homens fizeram votos de pobreza, castidade e obediência, além da intenção de irem à Terra Santa ou se colocarem à disposição do Papa. Esse pequeno grupo foi a semente da Companhia de Jesus.
A aprovação oficial veio em 27 de setembro de 1540, por meio da bula Regimini militantis Ecclesiae, do Papa Paulo III, que reconheceu oficialmente a ordem. Inácio foi eleito o primeiro Superior Geral da nova congregação.

Liturgia diaria


29 de julho de 2025 – Santos Marta, Maria e Lázaro

Primeira leitura: 1 João 4,7‑16

Leitura da Primeira Carta de São João

7 Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8 Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9 Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. 11 Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13 A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14 E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15 Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16 E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele.

domingo, 27 de julho de 2025

Evangelho do dia,

 

Domingo, 27 de julho – 17º Domingo do Tempo Comum

Leitura (Gn 18,20‑32)

Leitura do Livro do Gênesis

Naqueles dias, 20 O Senhor disse a Abraão: "O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu, e agravou-se muito o seu pecado. 21 Vou descer para verificar se as suas obras correspondem ou não ao clamor que chegou até mim". 22 Partindo dali, os homens dirigiram-se a Sodoma, enquanto Abraão ficou na presença do Senhor. 23 Então, aproximando-se, disse Abraão: "Vais realmente exterminar o justo com o ímpio? 24 Se houvesse cinquenta justos na cidade, acaso iríeis exterminá-los? Não pouparias o lugar por causa dos cinquenta justos que ali vivem? 25 Longe de ti agir assim, fazendo morrer o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Longe de ti! O juiz de toda a terra não faria justiça?" 26 O Senhor respondeu: "Se eu encontrasse em Sodoma cinquenta justos, pouparia por causa deles a cidade inteira". 27 Abraão prosseguiu dizendo: "Estou sendo atrevido em falar a meu Senhor, eu que sou pó e cinza. 28 Se dos cinquenta justos faltassem cinco, destruirias por causa dos cinco a cidade inteira?" O Senhor respondeu: "Não destruiria, se achasse ali quarenta e cinco justos". 29 Insistiu ainda Abraão e disse: "E se houvesse quarenta?" Ele respondeu: "Por causa dos quarenta, não o faria". 30 Abraão tornou a insistir: "Não se irrite o meu Senhor, se ainda falo. E se houvesse apenas trinta justos?". Ele respondeu: "Também não o faria, se encontrasse trinta". 31 Tornou Abraão a insistir: "Já que me atrevi a falar a meu Senhor, e se houver vinte

sábado, 26 de julho de 2025

São Joaquim e Santa Ana Pais da Virgem Maria, avós de Jesus e modelo de santidade familiar


1. Introdução

São Joaquim e Santa Ana são venerados pela Igreja como os pais da Santíssima Virgem Maria e, portanto, avós de Jesus Cristo. Embora não sejam mencionados nas Sagradas Escrituras, suas histórias foram preservadas por meio da Tradição e de escritos antigos, como o Protoevangelho de Tiago, um texto apócrifo do século II.

A Igreja celebra sua memória no dia 26 de julho, reconhecendo neles o exemplo da fé perseverante, da oração constante e da missão silenciosa, mas grandiosa, de preparar o terreno onde brotaria a flor mais pura da humanidade: Maria, a Mãe do Salvador.

2. Quem foram Joaquim e Ana?

Joaquim era um homem justo, da tribo de Judá, descendente da casa real de Davi.
Ana, também piedosa, era descendente do sacerdote Aarão.
O casal vivia em Jerusalém (ou, segundo algumas tradições, em Nazaré) e era conhecido por sua fidelidade à Lei de Deus, por suas obras de caridade e pelo seu testemunho de oração.
O maior sofrimento de suas vidas era a esterilidade, que naquela época era vista como sinal de

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